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Técnica de Mini Fertilização In Vitro (Mini FIV) aumenta o acesso à
reprodução assistida no país
Setembro de 2011

A técnica, que utiliza doses hormonais mais baixas, reduz os custos do tratamento em até 40% e diminui a possibilidade de reações em pacientes mais sensíveis, é um dos temas do XIV Simpósio Nacional de
Reprodução Humana, dias 16 e 17 de Setembro, na Associação Baiana de Medicina.

Desenvolvida pelo médico japonês Osmau Kato, a Mini Fertilização In Vitro (Mini FIV) é uma das novidades da área de Reprodução Humana, que traz novas esperanças para casais inférteis que não têm como arcar com os altos custos dos tratamentos tradicionais. Cerca de 15 % da população brasileira em idade fértil é afetada pela infertilidade conjugal, caracterizada pela  ausência de gravidez em um casal com vida sexual ativa e que não usa medidas anticonceptivas por um período de dois ou mais anos. Estima-se que um em cada sete casais apresenta problemas de fertilidade. Em pelo menos um terço desses casos de infertilidade, os tratamentos de reprodução assistida são a única alternativa para realizar o sonho de ter filhos. A técnica da Mini FIVé um dos temas que serão abordados no XIV Simpósio Nacional de Reprodução Humana, que acontece em Salvador, nos dias 16 e 17 de Setembro, na Associação Baiana de Medicina. Promovido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o Simpósio tem como coordenador o ginecologista baiano Joaquim Lopes, especialista em
Reprodução Humana.

O desejo de ter filhos é inerente ao ser humano independente de classe sócio-econômica. Da mesma forma a infertilidade também acomete pessoas de todas as classes. Apesar disso, no Brasil, apenas poucas unidades públicas oferecem tratamentos de reprodução assistida. Com a nova técnica de Mini FIV o tratamento para engravidar pode custar até 40% menos que os valores normais e com resultados seguros e tão eficientes quanto os tratamentos tradicionais.

O procedimento da Mini FIV usa menos medicações e em menor dosagem, causando um menor estimulo ovariano e reduzindo os custos do tratamento, diminuindo também a exposição das pacientes aos medicamentos com resultados tão satisfatórios como a antiga FIV. Na técnica tradicional, a quantidade de medicações é maior para estimular os ovários a produzir um grande número de óvulos e aumentar a chance de fecundação. No entanto, os especialistas perceberam ao longo de mais de três décadas de utilização da FIV que o estimulo ovariano moderado produz uma resposta mais suave nos ovários com menor risco de complicações para mulher e óvulos com melhor qualidade. Essa qualidade superior se expressa, especialmente, pela menor chance de serem fertilizados óvulos com alterações cromossômicas.

A Mini FIV ainda traz também benefícios aos casais que, por questões de fórum íntimo ou crenças religiosas, resistem a idéia de ter embriões excedentes que precisam ser congelados. Como o estímulo
ovariano é menor, habitualmente, não sobram embriões excedentes. Os que são produzidos são implantados no útero visando a concepção.

A técnica é um avanço na área de Reprodução Humana. Sua indicação, no entanto, depende de uma séria de fatores como idade da paciente e questões de saúde associadas à infertilidade. Em alguns casos, a FIV tradicional ainda é a alternativa a ser usada.

FIV já garantiu mais de 4 milhões de nascimentos no mundo.

No ano passado (2010), o britânico Robert G. Edwards, considerado o pai da fecundação in vitro, conquistou o Prêmio Nobel da Medicina. Robert G. Edwards e Patrick Steptoe (já falecido) desenvolveram a técnica de fertilização in vitro (FIV), que possibilita a fertilização exterior das células dos gametas femininos e masculinos para posterior implantação no útero. Foi através da FIV, que é uma técnica de
procriação medicamente assistida, que nasceu, em 1978, a britânica Louise Joy Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo.

De 1978 para cá, mais de quatro milhões de pessoas nasceram em todo mundo graças a técnica de fecundação in vitro.

Segundo estatísticas da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, que reúne informações do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Equador, em dez anos (de 1998 a 2008) o número de inseminações e fertilizações realizadas nas clínicas desses países cresceu 65,4%, aumentando de 12.274 procedimentos para 35.496.

Com a descoberta da Mini FIV, os tratamentos para infertilidade tendem a se tornar mais populares.

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