O conceito mais aceito pela Academia Americana de Medicina Reprodutiva que define infertilidade conjugal como a situação em que um casal, após um ano de tentativa, tendo vida sexual ativa e sem usar medidas anticoncepcionais, não consegue obter uma gravidez.

Depende da idade do casal, especialmente da idade da mulher. Parceiras com idade menor que 30 anos podem aguardar dois anos. Entre 30 e 35 anos não devem esperar mais que um ano. Recomenda-se que após os 35 anos a investigação tenha início com seis meses e na mulher com 40 anos a pesquisa da fertilidade deve ser iniciada tão logo o casal decida ter um filho.

Não. Muitos casais tem problemas simples afetando sua fertilidade. Nessas condições, as soluções podem ser também muito simples e de baixo custo. Por outro lado, existem situações que exigem tratamento da infertilidade mediante técnicas de Reprodução Assistida.

São procedimentos nos quais o médico interfere, de alguma forma, no processo de encontro espontâneo de óvulo/espermatozóide. A RA pode ser dividida em técnicas de baixa e de alta complexidade. A primeira quando a interferência médica é menor e o encontro de óvulo/espermatozóide se dá no interior do corpo da mulher. Ou seja, não ocorre a retirada de óvulos para fecundação externa. O principal procedimento desse grupo é a inseminação intra-uterina, onde são introduzidos os espermatozóides no fundo do útero e estes encontram o óvulo na trompa, local em que ocorre a fertilização.

Já nas técnicas de alta complexidade ocorre coleta de óvulo(s) nos ovários e os espermatozóides encontram o(s) óvulo(s) no laboratório. Nesse processo pode haver a penetração espontânea de um espermatozóide em cada óvulo ou a interação óvulo-espermatozóide se dá mediante uma técnica de seleção e introdução do gameta masculino com auxílio de micropipetas (ICSI). Quando a seleção do espermatozóide é feita com lentes de alta magnificação a técnica é chamada de SUPER-ICSI. Hoje o Cenafert realiza rotineiramente essa moderna

Tem indicações principais em mulheres inférteis porém jovens, que tenham trompas permeáveis e saudáveis e o parceiro tenha uma boa qualidade de sêmen. Está indicada quando não se encontra uma causa que explique a infertilidade (10% dos casais) e nos casos de endometriose mínima ou leve, na presença de alterações do colo uterino que dificultam a passagem dos espermatozóides e em casos de leves alterações do fator masculino. Esse procedimento tanto é realizado no Cenafert- Salvador quanto no Cenafert-Feira de Santana.

As chances dependem de uma série de fatores como a idade da mulher, o tipo de problema que está causando a infertilidade e o tipo de técnica aplicada. Entretanto, sabe-se que inseminação intra-uterina oferece resultados de 10 a 15% de gravidez por cada tentativa. A fertlização in vitro é mais eficaz e as chances de sucesso, de um modo geral, giram em torno de 30 a 40%, já na primeira tentativa.

A infertilidade sem causa aparente espelha a situação onde o casal se submete aos exames próprios de uma investigação habitual, e não se consegue identificar a causa da infertilidade. Esta condição pode ser tratada tanto por técnicas de baixa complexidade (IIU) como pela Fertilização In Vitro (FIV). Os resultados são muito bons com ambas as técnicas, quando a mulher tem menos de 35 anos. Após os 40 anos, prefere-se sempre a FIV.

Hoje, todas as clínicas lutam para que cada tratamento resulte em apenas um filho. Entretanto, para otimizar o custo do tratamento e a eficácia do mesmo costuma-se estimular os ovários. Disso resulta maior número de óvulos, porém, o Cenafert tem reduzido, de modo considerável, o número de embriões transferidos para minimizar o risco de gestações gemelares.

O Conselho Federal de Medicina determina que mulheres até 35 anos recebam até um máximo de dois embriões. O número máximo indicado para mulheres de 36 a 39 anos é de três embriões a serem depositados no útero (procedimento denominado transferência embrionária). Por fim, para pacientes com 40 anos ou mais pode ser transferido um máximo de quatro embriões.

Quando ocorre transferência de três embriões estima-se que 70% das gestações sejam únicas, 25% bigemelares e apenas 5% sejam gestações trigemelares.

Apesar de termos conhecimento de mulheres com até 70 anos terem sido submetidas a tratamento de Reprodução Assistida, em nossa Clínica respeitamos a idade máxima determinada pelo Conselho Federal de Medicina: 50 anos. Ainda assim, quando a mulher tem uma boa saúde. Acima desta idade, mulheres com excelente condição orgànica necessitam de autorização especial do Conselho Federal de Medicina.

A contra-indicação principal é quando a mulher enfrenta problemas na saúde – quer sejam no aparelho reprodutor ou em outros segmentos do organismo - que impedem uma gravidez com evolução saudável. Existe hoje uma multiplicidade de técnicas que permitem solucionar a infertilidade do casal na maioria dos casos.

Quando a mulher engravida após uma técnica de Reprodução Assistida ela tem um risco aumentado de ter um aborto até o terceiro mês. A partir daí os riscos são semelhantes ao de uma gestação espontânea. A fertilização in vitro não aumenta o risco de malformações no bebê.

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